Arruaceiros visitantes

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

REVIEWS: World War Z

Mais um review, dessa vez um longa que impressionou muito mesmo com sua temática já batida, zumbis! Falo de Guerra Mundial Z! 

World War Z (Guerra Mundial Z)
Diretor: Marc Foster - 2013

  Baseado no livro homônimo de Max Brooks, esse filme conseguiu superar não só as minhas, mas as expectativas de muitas pessoas. "Ah, é só mais um filme de zumbi, já tá cheio disso! Vai ser uma bela porcaria!", era o que eu pansava antes de assistir... Ainda bem que, após assisti-lo, percebi que havia me enganado! Este longa é sim "mais um filme de zumbi", mas o approach que se dá no filme é um tanto mais dramático. O clima do filme lembra muito Eu Sou A Lenda (I Am Legend, 2007), assim como seu ancestral, Guerra Mundial Z faz com que o espectador sinta muita tensão, e eu diria que até uma sensação de desamparo, a cada minuto que se passa. 
  No livro de Brooks, encontramos os relatos de sobreviventes do apocalipse zumbi em meio ao caos formado após a infestação da população. No longa metragem, temos Gerry Lane (Brad Pritt) em busca de uma explicação para a ameaça zumbi (no filme eles chamam de zumbi mesmo, sem rodeios!) e por um lugar para manter sua família segura, o protagonista consegue mostrar, seja vivenciando ou testemunhando, como os humanos poderiam ficar desnorteados e totalmente à mercê do desconhecido. Achei muito legal o fato de, nos trailers mostrados antes do lançamento, o filme ter se reservado ao máximo e não revelar quase nada de sua trama principal, o que automaticamente contribui para um aumento na tensão sentida durante todo o filme. 
  Enfim, não pretendo me alongar demais falando sobre detalhes da trama pois não quero estragar o filme para ninguém. Sendo um excelente filme de suspense, Guerra Mundial Z retoma o tema da sobrevivência em um mundo apocalíptico, à beira do desaparecimento da raça humana.  
  Recomendo o filme para quem gostar de sentir um suspensezinho básico, que é presente em todas as duas horas de duração do filme. 
Nota do Jack: 8,5

Trailer oficial do filme:
 


terça-feira, 10 de setembro de 2013

REVIEWS: Os Estagiários

  E aí arruaceiros! Mais um review, e dessa vez é um pouco mais atual, uma comédia de Vince Vaughn!


 Os Estagiários (The Internship)
 Diretor: Shawn Levy - 2013

  Sem compromisso algum, fui assistir a essa comédia estrelada por um ator que gosto bastante (Owen Wilson) e outro que me enche de dúvidas (Vince Vaughn). Antes de ir ao cinema com meu amigo, vimos um trailer muito sem graça na internet, o que nos desanimou um bocado. O que nos fez de fato ir conferi-lo foi a nota razoavelmente alta no site IMDb (6,4). Qual não foi nossa alegria quando, passados mais ou menos dez minutos de filme demos nossas primeiras risadas.
  Escrito e idealizado pelo próprio Vaughn, Os Estagiários trata sobre dois vendedores que perdem seus empregos e então tentam a sorte em um internato para trabalhar no Google, aliás, nome que aparece durante o filme todo a toda hora, quer dizer, investimento violento da grande empresa da internet hein! Bom, fora essa mera curiosidade, o filme consegue ser uma comédia decente sem apelar para as piadas sexuais ou realmente bobas, como piadas de peidos, mulheres peladas, escatologia e afins. Voltando para a trama do filme, os dois vendedores, já em seus 40 anos de idade, devem então competir contra jovens que também desejam trabalhar na mega empresa. Os protagonistas são, em termo usado no filme, "jurássicos" e mal sabem usar um computador, o que contrasta com seus companheiros de grupo e rivais, que são programadores de informática ou apenas pequenos gênios da tecnologia. 
  O filme se vale de um humor que vai desde a inocência a piadas implícitas e totalmente prováveis. Podemos ver muitas situações totalmente dentro da realidade, por exemplo, em determinada hora, os estagiários devem competir em um jogo de quadribol (sim, o esporte do Harry Potter). Enquanto todos ali presentes já sabiam das regras e de como jogar o tal esporte, Vince e Wilson penam um bocado para aprender o básico. O humor dessa cena está totalmente implícito e inserido numa situação que poderia muito bem acontecer na vida real se inserida num contexto cheio de nerds/geeks e um par de adultos mais velhos. As cenas de romance também são bem leves e humoradas, conseguindo agradar até mesmo aos mais ranzinzas!
  Recomendado para crianças acima dos 13 anos, pois contém algumas piadas de cunho sexual e uso de bebida alcólica, o filme consegue se valer com seu humor menos "bobo" o qual está presente em grande maioria dos filmes de comédia atuais. Owen Wilson consegue nos trazer mais de seu humor simples e sem jeito, que sempre me agradou e, surpreendentemente, Vince Vaughn conseguiu a proeza de me fazer rir, algo que é bem difícil devido a sua atuação um tanto rude e ate repetitiva (vários personagens vendedores tagarelas em seu histórico). Sem mais delongas, recomendo para quem quiser apenas relaxar descompromissadamente com um amigo! Isso é tudo arruaceiros!
 Nota do Jack: 6,5
 Trailer oficial do filme:



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

REVIEWS: Los Amantes Pasajeros

  E aí arruaceiros! Desta vez falo sobre um filme europeu dirigido por um dos grandes diretores da atualidade, o grandíssimo Pedro Almodóvar!


Los Amantes Pasajeros (Os Amantes Passageiros / I'm So Excited)
Diretor: Pedro Almodóvar - 2013

  Depois de esperar muito (mas muito mesmo) para poder assistir esse novo trabalho daquele que nos trouxe "A Pele que Habito" (La Piel Que Habito, 2011), qual não foi meu imenso prazer ao poder "videar" tão esperada obra?! Pois bem, quem já assistiu a algum filme do diretor vai reconhecer claramente seu belo trabalho com as cores, que ajudam na narrativa e no tom da história, o humor característico e os personagens de caráter bem definido. Achei muito interessante e divertida também a brincadeira com alguns atores (Antonio Banderas e Penélope Cruz) no começo do filme, que não poderiam deixar de fazer parte de pelo menos alguns minutos de um filme de Almodóvar. Os protagonistas, os comissários de bordo, conseguem nos trazer do fundo da alma aquela risada gostosa com seus "trágicos" problemas pessoais, a interpretação com certeza não deixou nada a desejar, pelo menos para mim. Os atores são convincentes a ponto de fazer com que o espectador realmente se interesse à medida que vê o filme e veja tudo com uma maior naturalidade, por mais fantástica e estranha que pareça a situação, parece que tudo é natural e não meramente forçado.
  Diferente de A Pele Que Habito, que é um drama/suspense cinza e sombrio, Os Amantes Passageiros é uma comédia alegre e colorida. Até mesmo nos momentos mais pesados, diretor e elenco conseguiram arrancar sorrisos e gargalhadas da plateia da qual eu fazia parte (e não estou mentindo, realmente o povo riu muito durante o filme inteiro).
Com certeza não é um dos melhores trabalhos do diretor, mas é um filme que vale muito a pena se a intenção for se divertir e ver até onde chega o gênio desse que é um dos maiores diretores contemporâneos da atualidade. Na dúvida se deve ou não assistir? É Almodóvar! Com certeza seu nome e estilo já são um chamativo tremendo até mesmo para quem não é conhecedor de seus filmes.
  Sinceramente, gostei demais desse filme e recomendo com toda a certeza e sem medo de ser feliz! Uma ótima comédia sem compromisso!
Nota do Jack: 8,0

Trailer oficial do filme:

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

REVIEWS: V/H/S



  E aí arruaceiros! Hoje vou começar uma nova seção aqui na Taverna, falarei sobre alguns dos filmes mais recentes (e outros nem tanto assim) que assisti e/ou achei interessantes de se comentar. Pra começar essa sessão, vamos falar de V/H/S, um filme de 2012 com vários diretores diferentes.


Diretores: Matt Betinelli-Olpin, David Bruckner, Tyler Gillet, Justin Martinez, Glenn McQaid, Joe Swanberg, Chad Villella, Ti West, Adam Wingard.  


  É... Quando descobri esse filme eu achava que seria foderoso, de dar cagaço até no mais machão dos machões, que Steven Seagal esboçaria uma expressão diferente. Pois é, hype alto com filme de terror dá nisso: decepção. O conceito do filme é interessantíssimo, várias fitas de vhs contendo histórias diferentes que são vistas por jovens que se enfiam em uma casa aparentemente abandonada. Além de termos essa historinha dos caras assistindo fitas, temos as histórias das próprias fitas, que é onde se passa a maior parte do filme. Uma ou talvez duas partes do filme me fizeram achar que ia pular de susto ou algo assim. Não aconteceu. Nota-se claramente a diferença do "approach" que os diretores deram a seus respectivos curtas no filme, bem como seus estilos diferenciados. Algumas histórias fracas, outras sem nexo algum, outras com terror ZERO.
  Acho que o IMDb foi bonzinho demais ao dar 5,7 para esse filme. Minha nota para ele seria um 4 no máximo! E olha que é só por causa do conceito, que é interessantíssimo. Filme que não recomendo para ninguém, apenas se for um aficionado por horror e quiser sentir o horror de ter assistido algo ruim como isso! Se forem assistir, prestem atenção à história "principal" dos jovens assistindo as fitas na casa, atentem-se aos detalhes, que é onde mora o terror de quase todo o maravilhoso gênero do horror. Isso é tudo arruaceiros!
Nota do Jack: 3,7

En Taro Adún!
Jack. 
Trailer internacional de V/H/S:

 
 



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sessão Aetheria: Breve Resumo da Vida de Argal Espada Quebrada Conclusão

Argal Espada Quebrada (conclusão)


Os ocidentais sentiram-se motivados após verem seu líder, Argal, lutar contra Bereth Lärund, temível guerreiro de Aetheria, e vencê-lo com maestria e bravura. Derrotaram o restante do exército goblinóide e expulsaram a ameaça de suas terras. Percebendo a ausência de seu comandante, os homens que lhe haviam jurado lealdade e o acompanhavam fielmente desde os Campos Selvagens saíram em sua busca. Após passar uma tarde inteira procurando por Argal, chegaram até a clareira que o abrigou. Lá estava ele, sentado com uma mão em sua espada embainhada que se encontrava encravada no chão, logo ao seu lado. Ele olhava em direção ao horizonte com uma expressão serena e tranquila. A vida abandonara seu corpo, porém uma aura de extrema paz e grandeza cativante imperava no local.
Os homens que encontraram seu líder voltaram para avisar seus irmãos, quando retornaram ao local, o corpo de Argal havia desaparecido. Sua espada ainda estava lá, encravada no chão. Procuraram mais uma vez pelo corpo nas redondezas sem êxito. Desistindo da busca, tentaram retirar a espada, tão firmemente colocada estava ela que foram necessário três homens fortes para retirá-la de lá. Naquela mesma noite realizaram os ritos fúnebres e ergueram suas taças em honra a Argal Aran e sua vitória, bem como a seus irmãos caídos na guerra.
Chegada a hora de retornarem para seus lares, os bravos companheiros de Argal decidiram se estabelecer naquelas terras. Acreditavam que seu líder havia apenas ido batalhar em outras guerras e deixara sua espada para que a cuidassem e a ele a devolvessem quando chegasse a hora. Nomearam-se Aranis e se tornaram o povo guardião da passagem para o Ocidente. Aqueles que presenciaram a épica batalha entre Argal e Bereth começaram a usar o nome de “Argal Espada Quebrada”, como ficou conhecido aquele que se tornou um deus. Uma floresta cresceu a partir da clareira de Argal, a qual foi denominada de Floresta da Bravura, escondendo o leito final do bravo líder do clã Aran dos olhos do mundo e dos próprios Aranis. A espada de Argal foi escondida pelos primeiros guerreiros da nova tribo e nunca mais foi encontrada. A lenda da majestosa espada perdeu-se pelo tempo e apenas os mais velhos aetherianos e alguns poucos sábios sabem dos eventos daquela Guerra Goblinóide e dos feitos de um dos maiores guerreiros que Aetheria já teve. Onde quer que haja bravura, coragem e o desejo pela aventura, a aura mítica de Argal dá forças para aqueles que buscam vencer sua própria grande batalha.

Fim do breve resumo da vida de Argal Espada Quebrada.

En Taro Adún!
Jack.


Dica de música enquanto estiver lendo a conclusão da saga de Argal Espada Quebrada!